O Pinterest anunciou nesta terça-feira (23) que comprou o Instapaper. Concorrente do Pocket, o Instapaper permite salvar artigos para ler depois e já trocou de comando duas vezes. O serviço foi criado em 2008 por Marco Arment, também conhecido por ter ajudado a fundar o Tumblr. Há três anos, o Instapaper havia sido vendido para a Betaworks.

O Instapaper é gratuito, mas vende assinaturas que liberam recursos extras. Custando US$ 2,99 por mês ou US$ 29,99 por ano, o Instapaper Premium traz busca de artigos, anotações ilimitadas e envio de artigos sob demanda para o Kindle. O plano pago entrega ainda um botão de leitura dinâmica e listas de reprodução com TTS — seus artigos em texto viram quase um podcast.

Não está claro como o Pinterest pretende aproveitar a compra do Instapaper. Aparentemente, a rede social está interessada nos algoritmos de popularidade e recomendações de leitura do Instapaper, que “podem melhorar ainda mais a forma como indexamos e recomendamos conteúdo recente e evergreen no Pinterest”, diz a empresa ao Recode.

O valor da compra não foi revelado, nem o número de usuários do Instapaper. Uma porta-voz do Pinterest informou ao Wall Street Journal somente que a maioria dos usuários do Instapaper é do sexo masculino, em contraste com a rede social de fotos, frequentada principalmente por mulheres.

Os funcionários do Instapaper serão transferidos para os escritórios do Pinterest, em San Francisco. Para os usuários do Instapaper, “nada muda”, segundo a rede social. Ele continuará disponível como um aplicativo de leitura separado, em modelo freemium, para Android e iOS.

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